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Dicas e Aulas Elaboradas Sobre Tinturas em Cabelos, Para Barbeiros e Cabeleireiros, Teoria é Essencial Para Conclusão de Serviço Perfeito.

As tinturas empregadas para mudar a cor dos cabelos podem ser de origem natural ou sintética e são classificadas em temporárias, progressivas, semi permanentes ou permanentes. Veja cada uma:

Temporárias: Como o próprio nome diz, mudam a cor do cabelo por um período curto, pois saem com o uso dos xampus. Isso acontece porque são compostos de ácido de alta massa molar que não penetram na fibra do cabelo, ficam apenas na superfície;

Progressivas: Sua composição se baseia em soluções aquosas de sais metabólicos. Um exemplo desse tipo de tintura são as que contêm o elemento chumbo (Pb). Essa técnica é uma das mais antigas, sendo que no período greco-romano utilizava-se bastante o óxido de chumbo (PbO) misturado ao hidróxido de cálcio [Ca(OH)2] e um pouco de água. O chumbo reage com o enxofre das proteínas do cabelo, formando o sulfeto de chumbo, que tem a cor preta.

.tinturas que contem chumbos

É uma tintura que permanece mais tempo que as outras, porém tem um aspecto negativo: o chumbo é um metal pesado, que pode acumular no organismo levando a problemas de saúde, como lesões neurológicas, estomacais e até osteoporose. Entretanto, não existem evidências que comprovem a relação entre as tinturas de cabelo e o câncer.

Quanto à utilização de acetato de chumbo em tinturas capilares progressivas, o parecer Técnico da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) diz que os estudos científicos indicam que há uma baixa absorção desta substância pelo couro cabeludo, mas o seu uso deve ser limitado pelas seguintes restrições:

  1. a) “O conteúdo de chumbo no produto final não deve exceder 0,6%;
  2. b) O produto não pode ser usado para coloração de bigodes, sobrancelhas e cílios ou nos pelos de outras partes do corpo, ou seja, o produto deve ser aplicado exclusivamente nos cabelos do couro cabeludo.”

Semipermanentes: Penetram parcialmente nas fibras dos cabelos, permanecendo um tempo um pouco maior que as tinturas temporárias, porque o pigmento se oxida no interior da fibra promovendo a cor e, dessa forma oxidada, é mais difícil de atravessar a fibra. Geralmente é empregada junto com a água oxigenada, que promove a oxidação.

Um exemplo é a henna, também empregada há muito tempo. Ela é extraída da espécie vegetal Lawsonia inermis, sendo que seu princípio ativo é a lawsona (2- hidróxido-1,4-naftoquinon), que confere a cor que vai do castanho ao avermelhado.

Permanentes: Assim como as anteriores, penetram na fibra do cabelo, sofrendo oxidação com a água oxigenada, mas por serem moléculas pequenas, que se unem e dão origem a grandes estruturas, o resultado é que elas permanecem mais tempo no interior da fibra.

Além do chumbo mencionado logo mais acima, as tinturas contêm outras substâncias que podem ser tóxicas para pessoas sensíveis e alérgicas, tais como a amônia. Para evitar isso é melhor fazer sempre um teste antes, aplicando um pouquinho do produto na pele e esperando para ver se ocorre ardência ou vermelhidão. Se isso ocorrer, não use o produto.

Outras dicas dadas pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) são:

Não tinja o cabelo se houver lesões no couro cabeludo;

Verifique o nome do produto, fabricante e registro na Anvisa.

Não use produtos feitos em casa, o melhor é procurar um profissional especializado em um salão;

Esse especialista deve usar luvas, máscara e manter o ambiente arejado;

As toalhas devem estar limpas, ser de uso individual, e as escovas e pentes também devem estar limpos.

Os deuses e os heróis da antiga Grécia tinham cabelos loiros. Isso fazia que o homem comum quisesse também ter os cabelos claros, utilizando para isso abrasivos que às vezes causavam danos aos fios.

Os romanos eram fascinados por corantes capilares, e especula-se que eles tinham mais de 100 diferentes fórmulas que eram utilizadas para alterar a cor dos fios. O problema é que eles só conheciam tinturas que escureciam e não clareavam os cabelos, baseadas em castanhas, cascas de ovos, alho poró cozido e outros ingredientes naturais. Os primeiros homens saxônios tingiam os cabelos e a barba de azul, vermelho, verde ou laranja. Na época da rainha Elizabeth I, surgiu a moda dos cabelos laranja-avermelhados para homens e mulheres.

Em 1907, um cabeleireiro de Paris visitou a Escola de Engenharia Química da Sorbonne, na França, e pediu para que lá fosse desenvolvido um produto que pudesse ser usado para colorir cabelos. Sua solicitação teve resposta negativa, com o adendo de que esse tópico não era relevante para a sociedade. Mas, naquela ocasião, lá havia um aluno que percebeu a magnitude do problema e, um ano depois, fundou uma empresa que hoje é a maior do mundo em seu segmento. O nome dele era Eugène Schueller e a sua empresa chama-se L´Oréal!

O fato é que, em 1950, apenas 7% das mulheres norte-americanas coloriam os cabelos. Hoje, esse número passa de 80% e deve aumentar, à medida que as tinturas se firmam como agentes tratadores dos fios. Como as pessoas associam cabelos grisalhos à idade avançada, mais e mais homens e mulheres vão em busca desse tipo de procedimento.

Outra novidade é que a população asiática, que tem cabelo escuro monótono, a partir da década de 90 começou a procurar agentes clareadores como forma de destacar-se na multidão.

A coloração de cabelo envolve a utilização de substâncias químicas capazes de remover, substituir e, ou, encobrir pigmentos encontrados naturalmente no interior dos fios. O uso desses produtos químicos pode resultar em uma série de efeitos adversos, incluindo irritação na pele e alergia temporária, quebra de cabelo, descoloração da pele e resultados inesperados na cor do cabelo.

Além disso, há um debate em curso sobre as consequências mais graves, na área da saúde, com o uso da cor no cabelo, incluindo envenenamento por chumbo.

Os sintomas na pele podem incluir vermelhidão, feridas, prurido, sensação de ardor e desconforto. Se algum desses sintomas aparecer, o colorista de cabelo deve imediatamente remover a cor. Os sintomas nem sempre vão estar presentes na hora da primeira aplicação, porém podem surgir várias horas ou mesmo um dia após esse procedimento.

Para ajudar a evitar ou limitar as reações alérgicas relacionadas à maioria dos produtos de cor do cabelo, recomenda-se realizar um teste antes do uso do produto: misturar uma pequena quantidade de preparação da tintura e aplicá-la diretamente sobre a pele, deixando-a nesta durante 48 horas. Se a irritação persistir, os fabricantes recomendam ao cliente não utilizar o produto. Um teste de repetição na pele é recomendado antes do uso de cada processo de coloração, uma vez que as alergias podem desenvolver-se mesmo após anos de uso sem reação.

As reações adversas podem ocorrer em casa e no salão de cabeleireiro, pois produtos químicos similares são usados em ambas as configurações. Em alguns casos, reações alérgicas são causadas por derivados de anilina e ou p-fenilenodiamina (PPD).

Às vezes, o cabelo fica danificado por causa da exposição excessiva a produtos químicos. Isso resulta em cabelos secos, ásperos e frágeis. Em casos extremos, o cabelo pode ser tão danificado que se quebra completamente. Isso é especialmente verdadeiro para o cabelo afro, especialmente se o produto químico for utilizado em combinação com relaxantes. Tratamentos médicos podem estar disponíveis para cuidar dos fios, mas a melhor solução é parar o uso de produtos químicos até a recuperação do cabelo.

É aconselhável que, periodicamente, cabelos coloridos sejam intensamente condicionados e lavados, sendo esse condicionamento feito com produtos suaves projetados especificamente para cabelos tingidos. Isso ajudará a manter os cabelos intactos, e garantirá que a cor não desbote rapidamente.

As últimas notícias nessa área são muito boas. Não só a indústria está muito preocupada com a qualidade de seus produtos, como existe uma corrente na direção de qualificar as tinturas não só como cosméticos de embelezamento, mas também de tratamento para os cabelos.

Texto Dr.Valcinir Bedin-colunistas@tecnopress-editora.com.br

A Bigen apresenta novo produto ao mercado brasileiro. Segundo a marca, seu produto de coloração em pó não contém amônia, chumbo e não requer água oxigenada nos seus componentes, o que torna os produtos mais saudáveis e menos agressivos aos fios no momento da descoloração. De acordo com a Bigen, a amônia que dá coloração ao cabelo é substituída por Perborato de sódio componente que abre as cutículas dos fios e faz com que a coloração fixe ao cabelo.

EXTRUTURA QUÍMICAS DOS CABELOS

O cabelo, desde a raiz até as pontas, é formado por estruturas orgânicas, o que há de surpreendente é que até a oleosidade presente nos fios conta com substâncias químicas para ser formada. Há quem diga que odeia o aspecto oleoso de seus cabelos e é comum ouvir a seguinte reclamação: acabei de lavar o cabelo e já está com aspecto de sujo, harg! Pois saiba que o óleo (sebo) expelido pelas glândulas capilares contribui para a proteção do fio de cabelo, mas como? As glândulas sebáceas produzem no couro cabeludo uma camada de gordura que reveste a cutícula dos cabelos (camada externa do fio) e age no sentido de evitar a perda de água contida no interior do fio. A umidade capilar contribui para tornar o cabelo macio e brilhante.

Mas qual a composição do sebo secretado pelas glândulas sebáceas? Ele é formado basicamente por hidrocarbonetos com fórmula C30H50, e mais:
50% de glicerídios;
20% cera;
10% de esqualeno (C30H50) e
5% de ácidos graxos.

E a composição do cabelo não para por aí, os fios capilares são constituídos por proteínas que se ligam entre si para formar longas cadeias através das ligações: ligação dissulfeto, ligação iônica e ligação de hidrogênio. Como já foi dito, da raiz às pontas das madeixas a química está presente, veja como: a raiz contém ligações de hidrogênio, até a metade dos fios existem as ligações iônicas e, nas extremidades, as pontes dissulfeto (S – CH2) completam a estrutura capilar.

Depois da demonstração orgânica sobre o cabelo, será possível introduzir conceitos relacionados à composição química das outras partes do corpo humano, como unhas e cartilagens, por exemplo, explore a união entre a anatomia e a química e tenha uma boa aula interdisciplinar.

Por Líria Alves
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola

Os xampus que andam mexendo com a cabeça da mulherada são os xampus com pH neutro. Essa onda garante beleza e proteção às madeixas, além de conservar melhor os modernos tratamentos, tudo porque esse xampu possui a propriedade de não agredir os cabelos, será verdade? Existe uma explicação científica para esse fato?

Antes de explicar como os xampus auxiliam nos tratamentos capilares, vejamos em que consiste a estrutura dos cabelos. Um fio de cabelo contém moléculas que se ligam de maneiras diferentes, a estrutura do cabelo muda conforme a ligação.

São basicamente três formas de ligações moleculares presentes nos cabelos: pontes salinas, ligações de hidrogênio e pontes de dissulfeto. O segredo dos xampus está justamente aqui: mudar as interações que formam o fio de cabelo.

Para exemplificar, vejamos como mudar o visual apenas molhando o cabelo. Você já observou que os cabelos molhados tendem a permanecer sem volume? As pessoas com cabelos rebeldes usam dessa propriedade para compor um visual mais agradável, mas o problema é que quando secos, os cabelos voltam à posição inicial.

A explicação científica para este fato é que quando os fios de cabelo são molhados as ligações de hidrogênio presentes se quebram, mas ao secarem estas ligações são novamente formadas. Foi baseada nesta teoria que surgiram os xampus com pH neutro.

Quando o cabelo é lavado com xampu ácido (pH ≈ 1,5), além das ligações de hidrogênio, são quebradas também as pontes salinas, o resultado é o cabelo rebelde e seco. E não adianta procurar um xampu com pH elevado (pH ≥ 8), estes são os piores, pois são responsáveis pelo aparecimento das famosas pontas duplas, em razão das quebras das pontes de dissulfeto presentes nas extremidades dos cabelos.

Então, qual é o xampu ideal para manter os cabelos fortes e saudáveis? O recomendável é usar xampus com pH entre 4,0 e 5,0 (pH moderado). Com base nestas informações é possível formular um xampu ideal para seus cabelos, além de aprender mais sobre pH ainda ganhará um visual novo.

Por Líria Alves
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola

CONDICIONADORES

sempre possuem como composto principal um tensoativo catiônico. Agentes tensoativos ou surfactantes são compostos que têm a capacidade de diminuir a tensão superficial da água. Além disso, suas moléculas são caracterizadas por uma longa cadeia apolar e um grupo funcional polar. A parte ativa da molécula dos condicionadores é um cátion (─NH3+):

TINTURA SEM CHUMBO
Apostilha

Os detergentes (compostos que limpam especialmente sujeiras de óleo e graxa), incluindo o xampu, são também tensoativos, porém, do tipo aniônico. Assim, quando a pessoa utiliza o xampu, seu cabelo fica eletrostaticamente carregado, em razão da repulsão entre as moléculas negativas carregadas, aderidas ao cabelo. Os fios carregados negativamente repelem-se, embaraçando-se uns nos outros e adquirindo um aspecto áspero e arrepiado.

Por isso, é necessário passar o condicionador depois de lavar os cabelos com xampu. Geralmente, esse composto apresenta na sua composição surfactantes de sais quaternários de amônio, pois ele apresenta quatro grupos ligados ao nitrogênio com carga positiva. Abaixo é mostrado o mais usado:

Por apresentar cargas positivas, o condicionador neutraliza as cargas negativas depositadas nos cabelos pelo xampu, diminuindo a repulsão entre os fios. Os íons carregados positivamente aderem aos fios (e também aos tecidos), formando uma camada uniforme que tem forte atração pela água. É por isso que os fios ficam mais úmidos, reduzindo a fricção dos fios, tornando-os mais fáceis de pentear. Os tensoativos catiônicos também possuem grande afinidade com a queratina dos fios do cabelo, tornando-os mais macios e brilhosos.

Os tensoativos catiônicos possuem ação bactericida. Por serem irritantes à pele, eles não são usados em produtos para o corpo, mas somente em cremes para os cabelos e amaciantes de roupas.

Segundo a legislação brasileira, os amaciantes de roupas e condicionadores de cabelos (detergentes catiônicos) devem apresentar o limite mínimo de pH de 3,0 (ácido).

Por Jennifer Fogaça
Graduada em Química

Muitas pessoas, na busca por cabelos permanentemente lisos, acabam realizando a chamada escova progressiva com formol. No entanto, este método usado por muitos cabeleireiros pode

ESCOVA PROGRESSIVA COM FORMOL (PRÁTICA PROIBIDA)

O formol, também conhecido como formaldeído, é um composto orgânico pertencente ao grupo dos aldeídos. Sua fórmula molecular é CH2O e sua nomenclatura oficial é metanal. Sua principal utilização é como conservante de cadáveres e peças de cadáveres, mas também é usado como preservador na borracha, adesivos, gelatinas e sucos, produção de alguns produtos químicos, confecção de seda artificial, vidros, espelhos, corantes e explosivos.

Fórmula estrutural do Formol (Metanal)formol causa cancer?

O seu uso como matéria-prima de conservantes de cosméticos é liberada com o limite máximo de 0,2% e como endurecedor de unhas com o limite de 5%. No entanto, para atuar como alisante, a sua concentração aumenta para 37%; uma concentração realmente muito elevada, já que em contato com o calor do secador, este aldeído libera vapores com odor penetrante e irritante. Se forem inalados podem causar intoxicação aguda, irritação para pele, olhos, narina, trato respiratório e mucosa. Além disso, a OMS (Organização Mundial da Saúde) considera este composto como cancerígeno.

Até mesmo o cabelo que deveria ser o principal beneficiado com este tratamento é muito prejudicado. O formol destrói as moléculas que formam o fio, criando uma capa que encobre os estragos internos. Além da quebra e ressecamento dos fios, a oleosidade do couro cabeludo aumenta, pois esta “capa” não permite que o óleo natural dos cabelos escorra pelos fios.

Assim, lembre-se: o dinheiro a ser ganho ou o cabelo liso apenas provisoriamente não vale a pena quando comparados com os malefícios causados por este processo.

Por Jennifer Fogaça
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola

VITAMINAS PARA CABELOS.

  • Vitamina A:

A forma pura da vitamina A é o retinol, pertencente à classe dos retinoides, que são compostos usados em cosmetologia principalmente porque possuem um poder antioxidante. São incorporados principalmente a cremes e a óleos corporais.

Pesquisas indicam que a vitamina A ajuda na regeneração da pele, combatendo os sinais comuns do envelhecimento. Com o tempo, a pele vai perdendo colágeno e a sua capacidade de manter a flexibilidade, elasticidade e firmeza naturais. Mas o retinol ajuda a pele a reter água e a se recuperar, ficando com uma aparência melhor. Além disso, o fato de favorecer a regeneração celular cutânea é bom porque torna a pele sensível de pessoas mais velhas menos suscetível a lesões.VITAMINAS PARA CABELOS

O retinol também se fixa aos radicais livres que têm um efeito nocivo para as células e são tidos como causadores de arteriosclerose, catarata, tumores, doenças da pele e doenças reumáticas.

A vitamina A também penetra na pele e normaliza o processo de queratinização, deixando a pele lisa e macia, reduz o espessamento da epiderme, normaliza a pele ressecada e reduz a escamação do couro cabeludo.

Alguns autores dizem que o mecanismo de ação do retinol pode estar ligado a um produto do seu metabolismo, o ácido trans-retinoico. Esse ácido se liga a receptores no núcleo da célula e interage com determinadas sequências do DNA, regulando a produção de certas  proteínas e enzimas, reduzindo os sinais de envelhecimento da pele. Ele também sofre oxidação antes das estruturas essenciais para a homeostase, daí a sua ação  oxidante.

.RETINOAL PARA PELE

Visto que essa vitamina presente em nossa pele pode ser destruída através da exposição à luz solar, ela é também incluída em protetores solares para pele e cabelos.

Como em todos os casos, o efeito da vitamina A depende da dose administrada. A Anvisa regulamenta que a utilização de retinoides em produtos cosméticos deve ser orientada pela seguinte determinação: no caso da Vitamina A, nas suas formas Retinol e Palmitato de retinila (forma da vitamina A que possui maior estabilidade química), devem ser usadas na concentração máxima de 10.000 UI de vitamina A/g, já na sua forma Retinaldeído, a concentração máxima é de 0,05%, sendo condicionada à comprovação de sua estabilidade química no produto acabado.

  • Vitamina E:

A vitamina E é constituída, na verdade, por oito diferentes moléculas, entre quatro tocoferóis e quatro tocotrienóis, como mostrado abaixo, sendo que as estruturas α, β, γ ou δ são determinadas de acordo com a posição do grupamento metila (CH3).

vitamina-e

Ela age como lubrificante, hidratante e regenerador da pele que sofreu ação do tempo, do sol, da poluição e estresse oxidativo, principalmente por proteger membranas contra a lipoperoxidação. Como é estimulante do colágeno, também aumenta a firmeza e elasticidade da pele.

Sendo assim, a vitamina E é muito utilizada em suplementos orais e em produtos de uso tópico para a prevenção de doenças ou fotoenvelhecimento. Após a aplicação tópica, ela é facilmente absorvida pela pele. A vitamina E é um ingrediente altamente desejável em formulações para rejuvenescer e proteger os tecidos cutâneos, porque ela possui capacidade antioxidante in vivo.

A vitamina E é muito utilizada em produtos pós-sol porque reduz os danos induzidos pelos raios UV, diminui o eritema e a sensibilidade da pele após a exposição da luz UV.

Além disso, ela também está presente em cremes para assaduras de bebês, pós-barbas e hidratantes para mãos e pés em virtude de suas propriedades anti-inflamatórias, calmantes e cicatrizantes.

Por Jenninfer Fogaça
Graduada em Química

HIDRATAÇÃO DOS CABELOS.

A hidratação pode ser feita em casa mesmo. Lave os cabelos com o xampu mais adequado para o seu tipo de cabelo, enxágue abundantemente e aplique uma máscara hidratante. Divida o cabelo em mechas e massageie uma por uma para ativar a circulação e melhorar a oxigenação do couro cabeludo. Evite aplicar o creme na raiz, a não ser que seja indicado também para essa parte. Deixe o produto agir por vinte minutos e enxágue.

Outros ingredientes naturais, como mel, iogurte, cenoura e abacate podem ser utilizados em forma de máscara para hidratar os cabelos.

Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola

GLÂNDEAS SEBACEIAS.

As glândulas sebáceas são responsáveis por produzir sebo, uma substância lipídica que evita o ressecamento da pele e a perda excessiva de água.

GLANDEAS CEBACEIAS

A pele humana é formada por duas camadas básicas: a epiderme, camada mais externa, e a derme, camada mais interna. Além delas, podemos encontrar algumas estruturas associadas à pele denominadas de anexos, como os pelos, unhas e as glândulas mamárias, sudoríparas e sebáceas.

→ O que são as glândulas sebáceas?

As glândulas sebáceas são estruturas normalmente associadas aos folículos pilosos e são responsáveis pela produção do sebo. Essas glândulas são exócrinas alveolares e holócrinas, ou seja, possuem secreção constituída pela célula produtora. Os alvéolos dessa glândula possuem uma camada externa de células epiteliais, as quais se diferenciam em células arredondadas que acumulam uma secreção de conteúdo lipídico. As células localizadas mais ao centro dos alvéolos morrem e rompem-se, liberando o sebo.

As glândulas sebáceas possuem um ducto relativamente curto que termina, geralmente, no folículo piloso. Nas áreas onde não existem pelos, como nos lábios, as glândulas sebáceas eliminam sua secreção diretamente na superfície da pele. Essas glândulas são amplamente encontradas no couro cabeludo e apresentam-se ausentes na palma das mãos e na planta dos pés.

As glândulas sebáceas sofrem alterações durante o desenvolvimento de uma pessoa em virtude das variações hormonais. À medida que uma pessoa se torna mais velha, por exemplo, observa-se que a glândula aumenta em tamanho, entretanto, a quantidade de glândulas permanece inalterada. Por volta dos 17 anos, os níveis máximos de produção sebácea são alcançados. Em mulheres, após a menopausa, a produção de sebo diminui, mas em homens permanece normal até aproximadamente os 80 anos.

→ O que é o sebo?

O sebo é uma secreção produzida pelas glândulas sebáceas que se destaca por sua constituição oleosa. Ele é formado por triglicerídios, colesterol, ésteres de colesterol e ácidos graxos, além de porções da célula secretora. A função do sebo é lubrificar a superfície da pele e do pelo, aumentar a capacidade hidrofóbica da queratina e proteger os pelos. Além disso, o sebo possui ação bactericida.

→ Problemas relacionados com as glândulas sebáceas

Entre os principais problemas relacionados com as glândulas sebáceas, podemos destacar a acne e a hiperplasia sebácea. Veja abaixo um pouco mais sobre esses problemas:

  • Acne: resulta da inflamação das glândulas sebáceas e dos folículos pilossebáceos. Não provoca danos graves à saúde, entretanto, pode ser incômoda, desencadear cicatrizes, além de afetar psicologicamente o paciente em virtude do aspecto das lesões.
  • Hiperplasia sebácea: Condição benigna em que ocorre proliferação na unidade sebácea. Pacientes com esse problema apresentam pápulas elevadas de coloração amarela pálida ou da cor da pele.

Por Ma. Vanessa dos Santos

ALIMENTAÇÃO INFLUI DIRETAMENTE NA SAUDE DOS CABELOS.

Existe uma relação direta entre a alimentação e a saúde dos cabelos. É por essa razão que muitas pessoas investem em cosméticos, mas não conseguem ter um cabelo saudável.

CRESCIMENTO DO CABELO

Como todos sabem, mais de 80% do cabelo é formado por uma proteína denominada de queratina. Assim sendo, uma alimentação pobre em proteínas pode dificultar o crescimento do cabelo. Recomenda-se, portanto, o consumo de carnes magras, leite, grãos, cereais, ovos e feijão.

Outro importante nutriente é o zinco, que ajuda no crescimento dos fios e sua deficiência pode fazer com que os cabelos fiquem finos, quebradiços e sem brilho. Alimentar-se de sementes, amendoim e castanhas, por exemplo, pode ajudar na manutenção de nosso cabelo. Vale frisar que alimentos ricos em ferro, como fígado e gema de ovo, auxiliam também no crescimento dos fios.

→ Queda de cabelo

A queda de cabelo está relacionada com vários fatores, como estresse e a realização de dietas restritivas. Uma pessoa que se alimenta mal apresenta deficiência de proteínas, vitaminas e sais minerais, substâncias essenciais para garantir a força dos cabelos e promover seu crescimento.

Assim sendo, para evitar a queda de cabelo, alguns nutrientes são fundamentais, tais como vitamina C, ferro, biotina (vitamina do complexo B) e vitamina B12. Além disso, é importante frisar que, para cabelos crescerem fortes, alimentos ricos em vitamina A (vegetais amarelos, como a cenoura) são essenciais.

→ Nutrição do couro cabeludo e lubrificação dos fios

Muitas pessoas não se preocupam com o couro cabeludo, entretanto, o ressecamento, que pode levar à descamação, e o excesso de oleosidade podem prejudicar o cabelo. Para que a nutrição do couro cabeludo esteja adequada, recomenda-se o consumo de alimentos com grande quantidade de vitaminas do complexo B, tais como peixes, leite e cereais.

A lubrificação dos cabelos também pode ser controlada pela alimentação. Nesses casos, a recomendação é que se inclua na dieta gorduras insaturadas, tais como azeite de oliva. Esses alimentos ajudam no funcionamento das glândulas sebáceas, as quais produzem sebo, substância necessária para a lubrificação dos fios.

ATENÇÃO: A alimentação é fator primordial para a beleza dos fios, entretanto, não se esqueça de escolher adequadamente o shampoo e o condicionador adequado para seu tipo de cabelo e sempre opte por produtos que possuam filtro solar.

Por Ma. Vanessa dos Santos

QUERATINA.

A queratina é uma proteína encontrada em humanos e animais. No homem essa proteína está presente nas unhas e cabelo. A composição dessa proteína é de aminoácidos, e um em especial: a cisteína.

A queratina é tão importante para o crescimento e vitalidade de cabelos, que é comum ser realizado em salões de beleza os tratamentos capilares a base de queratina, a aplicação desta proteína no couro cabeludo fornece maior brilho e proteção aos cabelos.

A queratina está presente também em animais, nas unhas, pêlos e chifres. Por exemplo, o rinoceronte tem seus chifres resistentes ricos em queratina e os cágados possuem uma densa camada de queratina no corpo, é uma carapaça dura nas costas, também chamada de casco, que é formada por uma camada externa à base de queratina, e outra interna, óssea.

A resistência apresentada pela queratina é quimicamente explicada pela presença de muitas ligações enxofre-enxofre entre as cadeias de polipeptídio, essas cadeias estão muito próximas fazendo com que a queratina seja dura e resistente. Ainda bem, por que a queratina possui função de proteger, por exemplo, nossos dedos de eventuais pancadas.

Por Líria Alves
Graduada em Química

Principais doenças do couro cabeludo

Conheça algumas doenças que podem afetar o seu couro cabeludo.

  1. Dermatite seborreica

É a mais comum das doenças do couro cabeludo, popularmente conhecida como caspa e se caracteriza por uma oleosidade excessiva (seborreia) no couro cabeludo, juntamente com inflamação e descamação.

A inflamação, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) deixa o couro cabeludo vermelho e sensível. Já a descamação forma crostas que, quando removidas, podem causar ferimentos no couro cabeludo.

É geralmente associada ao estresse e fungos. O tratamento é feito com shampoos específicos anti-inflamatórios, antifúngicos, e normalizadores da descamação ou, todos associados, dependendo da gravidade. Para evitar a caspa, o ideal é enxaguar os cabelos com água morna ou fria e jamais dormir de cabelo molhado.

  1. Psoríase

Essa é uma das doenças do couro cabeludo que é associada à herança genética. No couro cabeludo, pode ser confundida com a dermatite

 seborreica, pois leva a uma descamação intensa e esbranquiçada, parecida com a caspa.

Essa doença, entretanto, melhora com a exposição solar e tratamento específico, que inclui shampoo à base de alcatrão e ácido salicílico, loções de corticoesteroides (anti-inflamatório) de aplicação tópica e infiltrações nos locais mais persistentes das placas.

  1. Alopecia areata

É uma doença autoimune, na qual o organismo reconhece como inimigas as próprias células, destruindo-as. A perda de cabelos é um dos sintomas e pode ocorrer em clareira, nas pernas e até mesmo nas sobrancelhas e cílios, tudo em forma de círculo. Pode estar associada ao vitiligo, ou alterações da tireoide, por exemplo.

  1. Tinha

Causada por fungos, tem como sintoma a perda de cabelo localizada. Também há o surgimento de placas, que podem ficar inflamadas e até infeccionar. O tratamento inclui o uso de antibióticos orais, caso seja descoberta precocemente. Caso contrário, a perda de cabelo pode ser definitiva.

  1. Líquen plano capilar

Essa também é uma das doenças do couro cabeludo que forma vermelhidão e descamação. Entretanto, vem acompanhada de pequenas bolinhas arroxeadas. Também precisa de tratamento imediato para não causar a perda definitiva dos cabelos.

  1. Foliculite queloidiana da nuca

Essa é uma infecção crônica dos folículos pilosos. Em casos mais graves, a doença pode deixar fibroses ou cicatrizes queloides (em alto relevo). Desenvolve-se mais frequentemente em homens com tendência à acne.

  1. Câncer de pele no couro cabeludo

Sem dúvida, é a mais perigosa das doenças do couro cabeludo. Uma lesão cancerígena nessa área pode atrasar o diagnóstico e o tratamento. O câncer nessa região se torna mais perigoso, pois pode causar metástase para o cérebro.

Evitando as doenças do couro cabeludo

Não só no caso das lesões cancerígenas, mas para todos os outros problemas que podem aparecer no couro cabeludo, o melhor a fazer é examinar regularmente a sua cabeça.

Para o autoexame, basta alguns minutos, uma ou mais vezes por mês, na frente do espelho e de preferência com luz natural, para verificar alguma mudança.

Também não se esqueça da importância de sempre consultar um dermatologista. Afinal, ele é o profissional que pode verificar se tudo está bem com o seu couro cabeludo.

HENNA.

A Henna é um produto totalmente natural, similar à argila, que permite tingir nosso cabelo fortalecendo-o e oferecendo múltiplos benefícios, além de evitar os efeitos nocivos das tintas convencionais.

Neste artigo explicaremos a você todos os segredos da Henna, assim como a melhor maneira de utilizá-la e onde consegui-la.

O que é a Henna?                                                                                       

Henna é o nome árabe de um arbusto, conhecido como Lawsonia inermis, do qual se elabora uma famosa e antiga tinta natural de cor majoritariamente avermelhada.

A Henna que se comercializa como tinta, provém da parte das folhas deste arbusto, através de um processo de secagem e pulverização. Este pó é o que aplicaremos sobre o cabelo para tingi-lo. Ela também é usada como tinta para tatuar naturalmente a pele.

Benefícios para nosso cabelo

A Henna é um produto de origem totalmente vegetal, sem nenhum tipo de substância artificial e conta com os seguintes benefícios para a saúde do nosso cabelo:

  • Não descolora nem danifica o cabelo
  • Dá uma cor muito natural
  • Melhora a espessura e fortalece o cabelo, sendo recomendado, especialmente, para pessoas que têm o cabelo fino e quebradiço
  • Dá brilho
  • A duração da tinta é de, aproximadamente, três meses e vai desaparecendo de maneira gradual, o que faz com que não notemos essa mudança no cabelo
  • Cobre os cabelos brancos
  • A Henna oferece uma cor avermelhada, porém atualmente é muito comum encontrá-la combinada com outras plantas para oferecer outras variedades de cor. Também existe Henna neutra, ou seja, incolor, para ser usada como máscara capilar.
  • Pode ser usada com frequência.

 

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